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02/06/2015
Ônibus e bicicletas no combate à obesidade
Fonte: Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

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Que o uso do transporte coletivo e de meios não motorizados de deslocamento trazem benefícios como a redução do trânsito e de problemas de saúde relacionados com a poluição é um fato que não deixa nenhuma dúvida e mostra a necessidade de investimentos em vias para bicicleta e na priorização de ônibus, trens e metrô no espaço urbano e nas políticas públicas de mobilidade.
 
Utilizar o transporte público, andar a pé e de bicicleta como rotina de deslocamento também ajudam a combater um grande problema comum em diversos países, inclusive no Brasil: a obesidade.
Estudo com 7 mil em 400 pessoas realizado pela London School of Hygiene e Tropical Medicine, na Inglaterra, que traz dados que podem ser usados em diferentes países, comprova que as pessoas que andam de ônibus, trem e metrô, além de bicicletas, podem reduzir em um ponto o Índice de Massa Corpórea (IMC), o que significa perda de 3 quilos nos homens.
 
Já nas mulheres, as que optam por deslocamentos a pé, de bicicleta ou transporte público podem perder 0,7 de IMC, ou 2,5 quilos.
Entre as pessoas pesquisadas que tiveram a rotina acompanhada pelos médicos – pesquisadores, 76 % dos homens se deslocavam somente de carro, 10% de transporte público e 15% a pé ou de bicicleta. Já entre as mulheres, 72% usavam o carro habitualmente, 11% usavam o transporte público e 17% faziam os deslocamentos não motorizados.
 
O IMC é calculado pela divisão do peso pela altura ao quadrado.
 
Quem apresenta índice menor que 18,5 está abaixo do peso. Entre 18,5 e 24,9 significa que, em relação ao peso, a pessoa está com condições perfeitas de saúde. Entre 25 e 30 é sobrepeso e acima disso, o IMC indica obesidade.
 
Os entrevistados tinham idade, situação de saúde, hábitos alimentares, renda mensal, esforço físico realizado no trabalho e alimentação diferentes, mas os resultados não se alteraram mesmo levando em consideração esses fatores.
 
Os pesquisadores disseram que os resultados mostram que a redução da dependência do carro é mais eficiente que muitas programações de dietas alimentares, mas afirmam que a relação entre a causa e efeito no emagrecimento pelo uso do transporte público precisa de mais estudos.
 
No entanto, os profissionais de saúde envolvidos no estudo não têm dúvidas de que pedalar e andar até uma estação de trem e metrô ou até um ponto de ônibus já traz benefícios e estimula a atividade física mais eficiente e com quase nenhuma contra-indicação – a caminhada.





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