Escolha uma linha
Diminuir Normal Aumentar
1
Indique para os seus amigos
Indique para os seus amigos

05/07/2012
Dois em um
Por Alexandre Garcia

imagem

O asfalto brasileiro é uma arena onde se digladiam caminhões e automóveis.

Motoristas de uns e outros têm convicção de que o asfalto não comporta a conciliação de estarem os dois tipos de veículos num mesmo chão.

Por isso é o cotidiano brasileiro o noticiário de que "caminhão desgovernado bate em carro e mata três", "carro em ultrapassagem perigosa bate de frente em caminhão e todos morrem".

É tão rotineiro esse tipo de notícia que já nem alcança manchete; fica em notinhas diárias, geralmente numa coluna quase escondida pela dobra do jornal.

O caminhão atrapalha - xingam os condutores de carros.

Os carrinhos não têm noção do que fazem - queixam-se os motoristas de caminhão.

Condutores de veículos leves se queixam de que os caminhões e os ônibus se valem de seus tamanhos para intimidá-los, forçando passagem ou não dando passagem.

Aí, vingam-se, aproveitando-se de sua maior agilidade para fazer ultrapassagens perigosas e cortando à frente dos veículos pesados.

Se o motorista de automóvel soubesse o que é frear um caminhão carregado, não se meteria a brincadeiras com o irmão maior.

O freio motor é importante para o caminhão, cujos freios normais precisam de ajuda.

Se for uma carreta com um cavalo mecânico, a coisa se complica: se a carga não frear um pouco antes que o conjunto cabina-motor, a carroçaria pode atropelar a cabina.

Mas se a cabina não frear também, o conjunto articulado forma um L.

Um caminhão precisa de muitas marchas e reduzidas em subidas e descidas; entra numa curva num ângulo diferente do automóvel; não tem visão do carro que estiver muito próximo de sua traseira.

Assim, mesmo que o código de trânsito diga que o maior é responsável pela segurança do menor, parece que, na verdade, em benefício de sua própria segurança, o condutor de veículo leve precisa conhecer as limitações de seu irmão maior e mais pesado.

Sair da frente de um caminhão em descida e não ultrapassar o caminhão em curva são conselhos mínimos para quem deseja preservar vidas.

Também é errado seguir um caminhão de muito perto à espera de oportunidade de ultrapassar, já que a visão fica limitadíssima.

E antes de começar uma ultrapassagem de caminhão longo em subida, é bom saber de que torque dispõe o seu motorzinho.

A maioria dos automóveis brasileiros têm torque insignificante, que tornam perigosas as ultrapassagens, porque elas se tornam demoradas.

Por sua vez, o motorista que está na boleia precisa compreender que aquele pequeno que corre riscos não sabe em que aperto pode se meter - e precisa proteger o afoito, porque com ele no carro ou em casa está uma família.




voltar
rodapé Cartão MelhorCartão Melhor Rodrigues Design Viação Sudeste Viação Santa Luzia Ir e Vir Cartão Melhor