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13/06/2014
Transporte de Qualidade
Fonte: Revista Techni bus n. 109

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Especialistas e representantes do setor avaliam os melhores caminhos para alcançar um nível de mobilidade sustentável e qualidade de serviços que atrai passageiros do automóvel particular para o transporte coletivo.
As manifestações que começaram no primeiro semestre do ano e tomaram as ruas das principais cidades do país, reforçaram a preocupação das operadoras de transporte coletivo de passageiros com a qualidade do serviço prestado. As atenções voltaram-se para buscar a aprovação dos usuários, também como forma de melhorar a mobilidade urbana e atrair mais pessoas para o transporte coletivo, reduzindo, conseguintemente, o numero de automóveis particulares em circulação.
"Sem um transporte publico urbano de alta qualidade não será possível parar o avanço de automóveis e motos", afirmou Luiz Ricardo Gutiérrez, secretário-geral da Associação latino-americana de sistemas integrados BRT (SIBRT) e diretor estratégico para a America Latina Embarq, em sua palestra apresenta no seminário nacional da associação nacional das empresas de transportes urbanos (NTU), realizado no inicio de julho, em São Paulo.
Nos últimos anos, os sistemas de transporte urbano de massa, principalmente o BRT (Bus Rapit Transit), avançaram significativamente em todo mundo. No ano de 200, havia apenas 35 cidades com sistema desenvolvido que somam 1.025 quilômetros de corredores; em abriu de 2013 já havia listado 156 cidades, com um total de 4.014 quilômetros de corredores, transportando perto de 25,6 milhões de passageiros por dia, sendo que 23 estavam em processo de expansão e 83 em construção. A America Latina concentra 64% da demanda, em 53 cidades.
A opinião de Gutiérrez, um transporte coletivo de superfície de qualidade requer o que ele chama de dez mandamentos, entre eles planejar o desenvolvimento urbano orientado pelo transporte; alcançar um desempenho equivalente, ou superior, ao das demais modalidades de transporte urbano para que os serviços sejam competitivos e a incorporação de avanços tecnológicos aos novos serviços prestados aos clientes.

 

 

NUMEROS DO SETOR - Atualmente, o transporte urbano de ônibus atende a 87% da demanda de viagens em cidades brasileiras, movimentando 40 milhões de passageiros. O sistema conta com 1,8 mil empresas que operam uma frota de 107 mil ônibus em 3.311 municípios do país. O faturamento desse setor corresponde a R$ 28 bilhões por ano, dos quais cerca de R$ 8 bilhões destinam-se ao pagamento de tributos e encargos nas três esferas do governo. A redução dessa alta carga tributaria faz parte de uma proposta de ação para o governo, apresentada durante o evento pelo presidente da NTU, Otavio Cunha, com oito medidas principais que ajudariam o país a atingir uma mobilidade urbana sustentável. Pelo menos um item dessas reivindicações já foi atendido pelo governo no inicio de setembro, com a publicação que reduziu a lei a zero as alíquotas das contribuições sociais para PIS/Pasep e COFINS que indicam sobre o transporte coletivo, em municípios e regiões metropolitanas. Esses impostos representavam 3,65% da planilha de custo das operadoras do sistema, informa a NTU. Outro item de manifesto da entidade, o da priorização de circulação para o transporte coletivo nas vias urbanas, sobre o transporte individual motorizado, também já começaram a apresentar soluções, como na cidade de São Paulo, onde a implantação de faixas exclusivas para ônibus se intensificou após as manifestações populares. Somente neste ano, foram delineados 170 quilômetros de vias exclusivas, com previsão de chagar a 220 quilômetros de novas faixas de ônibus até o final deste ano.
Entre as medidas sugeridas pela NTU está a elaboração imediata dos planos diretores e de mobilidade urbana por todos os municípios que estão obrigados a isso por legislação; o subsidio com recursos públicos as gratuidades que oneram a tarifa paga pelos usuários; o subsidio ao serviço, a ser pago por meio de um fundo com recuso dos combustíveis, distribuindo aos municípios de forma proporcional a população; a continuidade dos investimentos federais; estatais e municipais na infraestrutura na mobilidade urbana; e a desoneração dos tributos municipais, estaduais e federais que pesam sobre o setor de transporte público.

 




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