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13/02/2014
Racionalização: ingrediente básico para cidades melhores
Por JOSÉ CARLOS REIS LAVOURAS , Presidente do Conselho de Administração da Fetranspor

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Enquanto as cidades se tornam mais lentas na proporção em que a vida de seus moradores passa a ser mais agitada e veloz, as pessoas ficam atentas aos problemas de mobilidade e buscam soluções. A discussão saiu do âmbito apenas de autoridades e técnicos envolvidos diretamente com a questão, para ganhar as ruas, as telas de TV e as páginas dos jornais. Isto porque a mobilidade afeta diretamente a vida de cada um.

A lentidão a que ficam condenados os veículos diariamente nas médias e grandes cidades prejudica a qualidade de vida, levando as pessoas a diminuírem seu tempo de lazer e de convivência com a família, obrigando-as a saírem de casa cada vez mais cedo e a voltarem cada vez mais tarde.

Em recente seminário realizado pelo jornal "Folha de São Paulo", as exposições de técnicos de várias áreas e de autoridades, como o governador Geraldo Alckmin e o prefeito da capital paulista, Fernando Haddad, mostraram que não se pode pensar em solução única, mas em conjunto de medidas, de natureza e abrangência diferentes, que possibilitem, ao longo de alguns anos, cidades mais racionais, práticas, funcionais e agradáveis, onde os deslocamentos aconteçam sem maiores transtornos.

A prioridade para o transporte público é a principal dentre essas medidas, mas de pouco valeria sem uma mudança no próprio conceito de espaço urbano.

É necessário que se criem regras para circulação de automóveis - e, para isto, a população precisa mudar seus hábitos -; que se garantam calçadas de utilização confortável e segura para pedestres, cadeirantes e mães com carrinhos de bebês; que ciclistas e motociclistas sejam respeitados no trânsito; que os modais se integrem facilmente.

O transporte público tem de ser atrativo e automóveis não precisam ser vistos como recurso proibido, pois basta que seu uso seja feito de forma racional.

Aliás, a racionalização é o item fundamental dessa mudança.

Sistema de transporte, mobiliário urbano, utilização do espaço público e mesmo os hábitos da população devem ser repensados de forma cuidadosa, planejados dentro de uma mesma política, com a visão de que mobilidade é muito mais do que uma maneira de assegurar formas de as pessoas se deslocarem de um lado para o outro.

É uma opção por um tipo de cidade, pelo estilo de vida que seus moradores terão, incluídos aí desde a qualidade dos transportes públicos até níveis de poluição sonora e aérea, passando por itens como concentração geográfica de serviços, qualidade de vias e locais de estacionamento de veículos.




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