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13/02/2014
Das faixas de ônibus ao BRT, um promissor 2014!
Por Luis Antonio Lindau, PhD, presidente da EMBARQ Brasil

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O ônibus é o meio de transporte coletivo mais difundido no mundo.

Entre seus principais atrativos estão o custo operacional e a flexibilidade, já que não necessita de infraestrutura exclusiva para operar.

No Brasil, o ônibus responde por 85%1 das viagens realizadas pelo transporte coletivo urbano.

Mesmo nos Estados Unidos e na União Europeia ele também predomina-- sobre o transporte sobre trilhos.

Um exemplo é Londres que, apesar de seu emblemático metrô com 402 km de extensão, transporta mais gente por ônibus", o aumento do número de veículos nas grandes cidades brasileiras contribuiu muito para a queda da qualidade e para o aumento do custo do serviço prestado pelos ônibus.

Assim, sistemas prioritários que livram o ônibus do congestionamento, como o BRS (Bus Rapid Service), no Rio de Janeiro, e as faixas segregadas do programa "Dá licença para o ônibus", em São Paulo, oferecem atrativos que já ecoam em outras cidades do país.

Iniciado em 2011, com a revitalização de um e com a implantação de novos corredores na zona sul da capital carioca, o BRS dedica uma ou duas faixas viárias por sentido à circulação dos ônibus.

Proporciona um melhor serviço através do aumento da velocidade, qualificação da imagem e comunicação com o cliente.

O Rio tem hoje 34 km de corredores BRS que transportam mais de 2 milhões de passageiros por dias.

Já em São Paulo, o programa "Dá licença para o ônibus" foi lançado no início desse ano.

O objetivo inicial era implantar 220 km de faixas dedicadas até o final de 2013, mas a meta foi superada em outubro e, agora, aumentada para 300 km.

A medida, que no início foi muito contestada pelos motoristas, é agora aprovada por 88% dos paulistanos.

A população dessas duas cidades sente os benefícios.

Enquanto no Rio as velocidades operacionais aumentaram em até 100%, como no caso do BRS da Avenida Nossa Senhora de Copacabana", em São Paulo o aumento médio foi de 67% (de 13,8 km/h para 20,4 km/h8).

Tomando como exemplo apenas o caso da faixa da Marginal Tietê, que transporta 28 mil passageiros na hora pico ao longo dos seus 12,7 km de extensão, tem-se um ganho de tempo de 8.400 horas - o equivalente a aproximadamente R$ 25 mil em apenas uma hora do dia, totalizando R$ 6,25 milhões em um ano.

Contudo, a adoção de faixas de ônibus junto ao meio fio vem associada a alguns problemas operacionais.

Atividades de carga e descarga, invasões resultantes de conversões à direita e entradas em estacionamentos acabam por prejudicar a operação e limitar benefícios.

Logo, faixas junto ao meio fio não devem substituir às localizadas junto ao canteiro central, típicas dos BRT.

E por falar em BRT, 2014 deve marcar a inauguração de importantes sistemas: MOVE em Belo Horizonte, TransCarioca no Rio de Janeiro, e o Expresso DF Sul no Distrito Federal.




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