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13/02/2014
Só piorou! Passou mais um ano e nada mudou nas estradas brasileiras
Por Alexandre Garcia

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Os responsáveis, os gerentes das estradas federais e estaduais, ou são cegos, surdos ou simplesmente incompetentes ou sem coragem para botar a boca no mundo e mostrar porque não conseguem dar aos contribuintes estradas que mereçam o nome.

Cerca de 64% das rodovias pesquisadas têm problemas.

A mania das autoridades em geral é alegar que os problemas do Brasil são os mesmos dos outros países.

É mentira.

Comparando com outros países da região, vemos que não é assim.

Nas férias, em outubro, percorri estradas do norte argentino e do norte e centro-sul chilenos e não vi buraco, não encontrei" desgaste, não percebi geometria errada nem falta de sinalização.

E por lá tem terremoto.

A propósito, não encontrei, mesmo em regiões desérticas, um único sinal que estivesse perfurado a bala, como é usual no país de Macunaíma, que tem mais de 50 mil homicídios dolosos por ano.

A situação das estradas é um atestado público de como o Estado brasileiro desrespeita o contribuinte, o transporte de riqueza e a vida do cidadão.

Em mais de dois terços das rodovias pesquisa das, a sinalização deficiente é fator de risco para pessoas e veículos.

Quase 80% das rodovias têm erros de construção que desafiam as leis de física.

Quase metade das estradas não tem condições de suportar chuvas e cargas.

Um fiasco.

O governo gosta de papel e anúncio.

Mas fica tudo na tinta que imprime e na saliva que lubrifica a boca.

A burocracia e o gerenciamento medíocre trabalham junto com o esquecimento de recursos.

Não precisa explicar por que a pesquisa mostra as rodovias privatizadas - o governo usa o eufemismo "concessionadas" - numa proporção inversa: quase 85% foram classificadas de ótimas ou boas.

As que são "gerenciadas" pelos governos, só têm 28% de classificação ótima ou boa.

Todo mundo sabe por quê.

Como querem um PIB que não fique na retaguarda dos Brics ou dos latinoamericanos, se é assim que tratam o escoamento e a distribuição da riqueza? E, como se não bastassem as dificuldades, fica tudo mais caro com estradas ruins.

Até parece sabotagem.

E o pior é que não é novidade; só piorou.





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