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24/06/2011
Trânsito e transporte público
Por Clesio Andrade, presidente da CNT

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Não sai da lista dos principais problemas das médias e grandes cidades, do Brasil e de outros países, a questão do trânsito caótico de veículos nas vias urbanas.

O desgaste psicológico e emocional, a perda de tempo e os prejuízos financeiros explicam toda a ansiedade e irritação da população e a preocupação dos gestores públicos.

O crescimento urbano desordenado e a falta de planejamento estão na origem desse complexo problema e devem ser considerados para que se atinjam soluções satisfatórias e duradouras.

O planejamento urbano é preocupação recente dos governos.

A criação em 2003 do Ministério das Cidades confirma que o problema atropelou as autoridades públicas, antes que soluções tivessem sido pensadas para evitar ou mitigar as consequências dele.

Felizmente, o atual governo vem demonstrando sensibilidade e efetiva rnobilização em torno de soluções.

A oportunidade dos eventos esportivos mundiais em nosso país está forçando respostas definitivas.

Uma das propostas do governo é investir na melhoria dos acessos viários.

O ministério está contando com R$ 11,5 bilhões para investimentos em obras de mobilidade urbana nas cidades-sede da Copa de 2014, contemplando ligações com portos, aeroportos e o aperfeiçoamento das principais vias e estruturas urbanas.

Com esse tipo de mudança é possível criar mais fluidez no trânsito e melhor mobilidade.

As soluções contemplam fundamentalmente a oferta de transporte coletivo urbano de qualidade com a adoção de novos projetos, como o de VLT (Veículo Leve sobre Trilhos), metrôs, melhoria dos serviços de ônibus com novos espaços de circulação e a utilização em maior escala do BRT (os chamados ônibus de trânsito rápido), entre outras soluções.

Novas políticas públicas para o aperfeiçoamento do transporte coletivo público são medidas imprescindíveis para a solução do problema dos grandes congestionamentos.

O ordenamento dos espaços urbanos, por meio de políticas públicas eficientes, deve visar, sobretudo, as condições de atuação das empresas de transporte coletivo para que cumpram sua missão.

O governo, pelo seu Ministério das Cidades, mostra muita seriedade e compromisso no enfretamento dessa delicada questão.

O ministério está dando acesso para que os municípios apresentem seus projetos e propostas de soluções duradouras.

A responsabilidade agora diz respeito à competência das autoridades municipais em propor soluções tecnicamente justificáveis.

Transportadores, autoridades públicas, especialistas e todos os interessados desejam obras que propiciem novas estruturas para a mobilidade urbana, no sentido mais amplo.

Um transporte público mais rápido e eficiente é mais atraente à utilização do passageiro e um grande estímulo para que mantenha seu carro em casa.

Para a CNT, não há como pensar em mobilidade urbana e diminuição do caos no trânsito sem políticas de incentivo ao transporte público coletivo.




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